Wilson Paim

Conhecido como a voz romântica da música gaúcha, Wilson Paim é um dos maiores nomes da música regional da atualidade. Consolidou seu trabalho nos festivais nativistas nas décadas de 80 e 90, especialmente como intérprete e compositor de belíssimas melodias, angariando centenas de premiações. Posteriormente, desenvolveu sua carreira fora do circuito dos festivais, dedicando-se aos seus shows e lançamentos de discos, que hoje somam 45 álbuns e dois DVD’s.

Considerado pela crítica especializada do Rio Grande do Sul como um dos melhores intérpretes deste estado, Wilson Paim une melodiosa voz, técnica e carisma, interpretando nos seus shows e discos, com naturalidade, desde clássicos do nativismo gaúcho até pérolas da Música Popular Brasileira. Não se preocupa em definir um único estilo; preocupa-se, apenas, em apresentar um trabalho de qualidade e principalmente verdadeiro – cantando o que gosta e o que lhe vai na alma, resultando em álbuns e espetáculos reunindo somente “músicas que contenham mensagens” . Talvez, sua principal característica seja o extremo bom gosto na escolha de seus repertórios.

Wilson Paim é um cantor eclético, maior prova são suas diversas regravações de músicas consagradas de grandes autores nacionais, entre eles: Guilherme Arantes, Renato Teixeira, Lupicínio Rodrigues, Cartola, Hermes Aquino, entre outros. Mas “imprime”, de maneira impecável, em todos seus discos, a sonoridade da bela música nativista gaúcha. Grava, por achar belo, temas de linguagem sul-rio-grandense, sempre com uma “grande dose” de romantismo, que o define como um cantor, acima de tudo, ROMÂNTICO.

Dono de inúmeras qualidades vocais, premiadíssimo em festivais no sul do Brasil, onde aos 17 anos participou pela primeira vez e conquistou o reconhecimento do seu trabalho e talento, pois com frequência era premiado como melhor intérprete do festival ou conduzia a música que defendia às primeiras colocações. Gravou mais de 400 músicas nos discos destes festivais.

A primeira música que gravou foi MARTIM PESCADOR (José V. Leães/ Adroaldo Mendes Machado) no festival 3ª Coxilha Nativista de Cruz Alta, em 1983. Esta, intitulou seu primeiro LP, lançado, de forma independente em 1985. Por MARTIM PESCADOR já se via uma tendência do cantor – pelas letras ligadas à contemplação, exaltação e preservação da natureza. E, ao escutar todos seus trabalhos, verificamos seu interesse pelos mais diversos temas: morais; nostálgicos – principalmente os relacionados à infância; apaixonados; boêmios; religiosos; etc; tradicionais gaúchos ou universais – e nota-se que a cada música algo se soma à nossa formação ou ao nosso espírito e passamos a conhecer um pouco mais da própria pessoa do cantor, pois “sua música é muito pessoal”.

Em 1989, depois de classificar no festival 1º Rimula da Canção Regional, (Rimula Shell), em São Paulo, uma composição entre 5 mil concorrentes e se apresentar neste festival que foi transmitido para todo Brasil pelo SBT, Paim concluiu que a música gaúcha também poderia fazer parte do contexto da música regional brasileira. Decidiu, então, iniciar um intercâmbio musical. Naquele mesmo ano, por sugestão de Sérgio Reis, regravou CIDADÃO (de Lúcio Barbosa - gravação original de Zé Geraldo), e, por parte de muitos gaúchos, recebeu inúmeras críticas por incluir no seu repertório canções que não tivessem identificação direta com o Rio Grande do Sul. Hoje, CIDADÃO é uma das músicas mais solicitadas em seus shows. As pessoas absorveram a mensagem da obra, deixando de priorizar a questão território (fora ou dentro do RS; se fala ou não do gaúcho e seus costumes. Isso não deveria nem deve ser uma regra geral de aceitação. Porém, na época, ocorreu.) – Esta música retrata uma realidade vivida em todo Brasil e denuncia fatos tocantes que fazem parte do dia-a-dia no nosso país: pobreza, discriminação, esperança na religião.

Contando com a parceria de talentosos compositores gaúchos inúmeras obras conquistaram o sucesso na interpretação de Wilson Paim, como AINDA EXISTE UM LUGAR (Ivo B. Brum/ Miguel Marques); PAIXÃO CAMPESINA (Luiz Godinho/ Zulmar Benites); VITÓRIA-RÉGIA (Salvador Lamberty/Wilson Paim); REENCONTRO (Dorval Dias/ Salvador Lamberty/ Wilson Paim), entre muitas outras. Mas, foram protagonistas de uma carreira brilhante, ao lado das músicas nativistas, obras de compositores de fora do RS, que fizeram sucesso também com a regravação do cantor, a exemplo de VOA LIBERDADE (Mário Maranhão/ Eunice Barbosa/ Mário Marcos); ALMA GÊMEA (Peninha), e TE AMO (The Sounds of Silence) (de Paul Simon com versão do compositor gaúcho Jaime Brum Carlos) , que estão entre as mais pedidas em seus shows.

A consagração de WILSON PAIM veio após 13 álbuns lançados, em 1996, através de um projeto inusitado: Lançou um CD cantando músicas natalinas, o “NATAL GAÚCHO”, que vendeu mais de 100 mil cópias em apenas 45 dias! Foi o 7º músico gaúcho a receber DISCO DE OURO. O jornalista Marcelo Machado, (Zero Hora – P. Alegre) escreveu: “Mais do que pelo bom resultado das vendas do CD natalino, Paim merecia um reconhecimento pelo conjunto de seu trabalho”.

Além, dos CD’s de carreira, gravou “CD’s especiais”, de grande vendagem e que conquistaram críticas honrosas, como “WILSON PAIM CANTA LUPI” (1998), reunindo inesquecíveis obras do saudoso compositor LUPICÍNIO RODRIGUES; “AVE MARIA” (1998), reunindo as mais belas canções de Ave Maria e "HOMENAGEM ÀS MÃES NA VOZ DE WILSON PAIM" (2006), trabalhos que revelam todo o potencial de voz e sensibilidade de WILSON PAIM.

Atualmente, o cantor e também compositor de elogiadas melodias, que é natural de Alegrete/RS e residente em Porto Alegre, possui 45 trabalhos lançados, incluindo dois DVD’s. Seu mais recente álbum é o “Nativismo”, de dezembro de 2013.

Contato: http://www.wilsonpaim.com.br

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