Reproduzimos abaixo um artigo do presidente do IGTF, Manoelito Carlos Savaris, sobre coluna do jornalista Juremir Machado da Silva.
A Feira do Livro de Porto Alegre é um dos eventos mais importantes do Estado, seja porque atrai milhares de pessoas, seja porque trata de cultura, de educação, de literatura. Na Feira do Livro o que vale é a inteligência. A capacidade física pouco conta. A beleza exterior também não é o principal.
Iniciativa interessante é a escolha do Patrono da Feira do Livro. São valorizados autores que se destacam pelo que escreveram, servindo de homenagem aos candidatos a Patrono e de modelo para quem almeja ser um escritor. O método de escolha não é perfeito, por certo, mas é democrático.
Neste ano de 2010 são cinco os candidatos a patrono: Airton Ortiz, Jane Tutikian, Luis Augusto Fischer, João Carlos Paixão Cortes e Juremir Machado da Silva. Este último tem figurado entre os candidatos várias vezes nos últimos anos.
Todos os candidatos são bons escritores e merecem a indicação a patrono. Só o fato de ser indicado já representa uma homenagem e um reconhecimento pela obra produzida. Mas o que chamou a atenção dos leitores do jornal Correio do Povo foi a coluna escrita por Juremir Machado no dia 18 de agosto. Ele, candidato, dedicou-se a analisar, criticar e elogiar os demais candidatos, fazendo pontaria, especialmente, na figura de Paixão Cortes que denomina de “a estátua”.
Sem desmerecer a opinião do renomado articulista e nem menosprezar a sua inteligência, sinto-me estimulado a emitir alguns conceitos a respeito do que ele escreveu. É sempre bom lembrar que o Juremir é historiador, se auto-intitula “escritor maldito”, já criticou veementemente os tradicionalistas naquele mesmo jornal e não perde oportunidade de, entre uma risadinha e outra, disparar seus dardos na direção do tradicionalismo gaúcho e das comemorações relativas à Revolução Farroupilha.
Na recente coluna “A estátua e eu”, o inteligente escritor mescla elogios “talvez sinceros” e críticas venenosas ao renomado folclorista e tradicionalista Paixão Cortes. Faz questão de ser reconhecido como santanense, comparando-se a Carlos Urbin e à estátua, aliás, Paixão Cortes.
O articulista sabe bem que uma estátua









