São mais de 20 anos de atuação apenas em presidências e diretorias de entidades diretamente relacionadas ao tradicionalismo. Agora, serão mais quatro anos à frente do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF). Assim, não poderia ser mais apropriada a escolha de Rodi Pedro Borghetti para suceder ao conselheiro do MTG, Manoelito Carlos Savaris, que deixou oi cargo no final de 2010. O Blog do MTG conversou com o tradicionalista na manhã de terça-feira (25) sobre os planos e metas para sua gestão.
Blog – Quais os seus principais projetos para os próximos quatro anos?
Rodi – O Instituto possui um leque de atuação extremamente diversificado. Se olharmos o seu estatuto, ele contempla desde a pesquisa a divulgação da cultura gauchesca, especialmente ao que concerne à tradição e ao folclore, artes, civismo, sociologia, até a promoção de simpósios e festivais. Ou seja, é um escopo consideravelmente grande, porém, já uma das metas já estabelecida é dar mais atenção ao Dia Internacional do Folclore, comemorado no dia 22 de agosto, bem como prestar continuidade as iniciativas já em desenvolvimento pela gestão anterior, como por exemplo, a Semana Farroupilha.
Blog – Fale, por favor, sobre as ideias para a Semana Farroupilha 2011.
Rodi – Como definido por lei, cabe ao IGTF reunir à Comissão Organizadora dos Festejos para dar início aos trabalhos. Nossa intenção é agendar a primeira reunião já para o próximo dia 15 de fevereiro. Essa antecedência se faz necessária no momento em que os festejos farroupilhas tornaram-se hoje, sem dúvida alguma, uma das mais importantes comemorações estaduais e a sua organização requer muito tempo e dedicação.
Blog – O IGTF é vinculado à Secretaria Estadual de Cultura. Como o senhor analisa esta situação?
Rodi – Já tive a oportunidade de conversar duas vezes com o Secretário de Cultura e vejo que ele tem em grande estima a existência do Instituto e percebe a sua importância para a cultura e tradição gaúchas. Na semana passada, foi realizada uma reunião para apresentação de um organograma sobre a estrutura e funcionamento de cada órgão vinculado e da própria secretaria de Cultura, em que pude perceber como é possível e fundamental que todas estas partes trabalhem juntas.
Blog – O senhor teria algum exemplo?
Rodi – Claro. Já no próximo dia 31, em atuação integrada com a Casa de Cultura Mario Quintana, faremos um dia inteiro de shows beneficentes ... em solidariedade as vitimas das enchentes no Rio de Janeiro.
Blog – Quais as principais dificuldades do IGTF hoje?
Rodi – Uma de nossas metas é recuperar o quadro de funcionários. Hoje estamos apenas com seis colaboradores, funcionando praticamente com estagiários e cargos de confiança, pois muitos já se aposentaram ou estão prestes a se aposentar. Precisamos contratar museólogos, bibliotecários, historiadores. É um processo muito burocrático, demorado.
Blog – O senhor foi diretor do IGTF por duas ocasiões. Quem são seus diretores hoje?
Rodi – Tenho a honra de contar com dois profissionais excelentes, que são o Luís Cláudio Knierin, na Direção Técnica e Valter Carneiro, na Direção Administrativa. São pessoas habilitadas e interessadas e que certamente irão nos ajudar a conduzir o Instituto a alcançar as finalidades e a importância cultural para a qual ele se destina.









