PRIMAVERA DO CANTO XUCRO, PRA FECHAR 2018.

Quando já estávamos preparando o "chimarrão do estribo" em relação aos festivais de 2018, eis que surge a Primavera do Canto Xucro, programado para os dias 21 e 22 de dezembro, na cidade de Tapejara.  As inscrições devem ser encaminhadas para o email  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. até a data limite de 08/12/2018.
A comissão avaliadora classificará 14 composições para apresentarem-se no dia 21/12. Deste universo, 10 obras serão destacadas como finalistas e retornarão ao palco do festival o dia 22/12.
Os autores de cada uma das 14 canções selecionadas, receberão ajuda de custo no valor de R$ 1.400,00 (mil e quatrocentos reais).  Os dez finalistas farão jus a uma bonificação de R$ 249,00 cada um. 
Os destaques da Primavera do Canto Xucro receberão a seguinte premiação: 
Primeiro Lugar:  R$ 1.700,00
Segundo Lugar:  R$ 1.300,00
Terceiro Lugar:  R$    900,00
Melhor Intérprete: R$ 600,00
Melhor Instrumentista: R$ 600,00
Melhor Letra:  R$ 600,00
Melhor Melodia: R$ 600,00

Interessante:  
Nos anos oitenta, havia um festival em Caxias do Sul justamente com esse nome: Primavera do Canto Xucro.  LP da 1ª edição ao lado. 
Foram realizadas duas ou três edições. 
Tempos atrás, fui procurado por uma pessoa de Caxias, me pedindo ajuda para reativar a Primavera. Apesar do meu engajamento ao projeto, o referido cidadão caxiense entendeu que  não haveria condições para viabilizá-lo naquele momento.
Depois do longo silêncio da parte do "dono" da  Primavera, me deparo com o surgimento de um festival homônimo.    
Será que houve "apropriação indevida" do nome já conhecido ?   Não creio. 
Acredito que seja o mesmo festival, levado para outra cidade?  
Mas como isso ocorre?   
Bem assim:   
Alguns produtores culturais, gananciosos, aproveitam a "parceria" de patrocinadores, com disponibilidade de recursos para investir via Lei de Incentivo, e readéquam projetos já aprovados, alterando data, local e até mesmo município. Os envolvidos nesta "jogada" pensam primeiramente em ganhar dinheiro. Quesitos como qualidade musical, condições técnicas, remuneração digna aos concorrentes e prestadores de serviço, ficam em segundo plano.  Fidelidade à comunidade original e respeito à história do festival, são aspectos éticos igualmente desprezados por estes "charlatões" da cultura.          
Bueno. Mais um festival em 2018. O derradeiro. Ou teremos mais surpresas??                                                                                                                                                                                                                                                           Assinado:  JAIRO REIS.